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sexta-feira, 2 de maio de 2014

as leis da estrada

"Já haviam deixado - ou estavam deixando - de ser estudantes e viam o primeiro trabalho como uma realidade ao mesmo tempo remota e destrutiva. O estudo era um estacionamento de jovens, e eles agora tinham que mudar de lugar e aprender as duras regras do trânsito. Vagas em locais remotos, lecionar para alunos desinteressados, enfrentar as lutas entre colegas por espaço e sobreviver até conseguir o tenure.('O verdadeiro artista maldito desta época é o assistant professor, vigiado pelos colegas com poder de decisão', dizia John III)."

O caminho de Ida, Ricardo Piglia

segunda-feira, 10 de junho de 2013

contra a amargura

“Uma vez ela me disse: ‘Sofri bullying na escola por ser acima do peso, então tudo o que vem depois parece que é pouco.’ O Henry Miller dizia que quem lhe fez mal não sabia que o estava transformando num grande escritor. Talvez as pessoas se tornem tão amplamente elas mesmas por causa das pedradas. O inimigo te dá vigilância e aperfeiçoamento. Outra coisa que ela me disse: ‘A grande arte da vida está em não se tornar amargo.’”

Carlito Azevedo sobre Angélica Freitas, aqui.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Alan Pauls sobre a praia

"CC Misturar passagens autobiográficas com obras que o influenciaram, recurso muito presente em sua obra, seria uma maneira de dizer que a vida e a arte são parte do mesmo universo ou, ainda, que a segunda busca refletir a primeira?
AP – Não refletir, mas, talvez, contaminar. O ensaio é precisamente essa contaminação convertida em gênero literário. Pode-se mudar de registro, de tema e de tom em qualquer momento, sem pedir permissão."

quarta-feira, 25 de abril de 2012

self-fashioning, self-consciousness

"She fills her journals with flinty thoughts: essays still to write; passionate, defiant, intellectually decadent, and often incomprehensible quotations; lists of obscure books to read and art-house films to see; words she’d like to use; records of café sittings; manifestations of culture beyond the beyond." 

“'I’ve never fancied the ideology of writing as therapy or self-expression,' she said. Sontag admired John Updike’s 'Self-Consciousness', and though she was particularly self-conscious in monitoring the face she showed, there is a distinct lack of directness in her telling, a denial of the cathartic impulse to shed layers or lighten her own load". 

Susan Sontag, here.